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Cânions do Xingó serão mapeados para identificar possíveis áreas de risco

 ℹ️Sergipe informado

Serviço Geológico do Brasil será responsável pelo projeto.

Canions de Xingó, em Canindé de São Francisco (SE) — Foto: Sedurbs


Um projeto-piloto para mapeamento de áreas de risco na região dos Cânions de Xingó, localizado na divisa de Sergipe e Alagoas, será desenvolvido entre esta terça-feira (15) e o dia 25 de fevereiro. A ação é uma medida preventiva solicitada pelo Departamento de Proteção e Defesa Civil de Sergipe (Depec), após uma rocha se desprender e matar 10 pessoas na região dos cânions em Capitólio (MG).


Órgãos do setor de turismo concluem que passeios no Cânion de Xingó não oferecem riscos

Serão inspecionados os seguintes pontos turísticos, na convergência do Rio São Francisco: Cachoeira do Lajedão, Vale dos Mestres, Toca do Sal, Fazenda Mundo Novo (Canindé de São Francisco/SE); Trilha do Trem, Pedra do Gavião (Piranhas/AL), Morro dos Macacos, Praia da Dulce (Olho d’Água do Casado/AL), Cânions do Talhado (Olho d’Água do Casado e Delmiro Gouveia/AL); Praia da Cruz, Vale do Sal, Furna do Morcego (Delmiro Gouveia/AL); Cachoeira de Paulo Afonso – Ilha do Urubu e Teleférico (Paulo Afonso/BA e Delmiro Gouveia/AL); Rio do Sal, Lagoa da Pedra (Paulo Afonso/BA).


Segundo o diretor do Depec, tenente-coronel, Luciano Queiroz, as atividades compreendem uma avaliação geral e precisa em toda a área de visitação turística da região.


“Tão logo tivemos conhecimento do fato ocorrido em Minas Gerais, e, por conta da semelhança entre os paredões de Capitólio e os dos Cânions de Xingó, realizamos uma reunião remota com o Ministério do Turismo, a fim de que fossem viabilizados profissionais do CPRM, uma vez que eles são os maiores especialistas no assunto. Nossa solicitação foi aceita, e, nesta terça-feira, faremos uma reunião para estabelecer o plano de ação, e a partir daí as visitas conjuntas que consistirão em análises técnicas de estabilidade com o objetivo de indicar possíveis zonas de risco e desprendimento de algum paredão”, detalha.


Os trabalhos serão desenvolvidos por profissionais especialistas do Serviço Geológico do Brasil das cidades de Salvador e do Rio de Janeiro, em conjunto com geólogos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Serhma) e de técnicos da Defesa Civil de Sergipe e Alagoas e da Defesa Civil Municipal de Canindé do São Francisco, além de técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Fonte: g¹


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